terça-feira, 11 de agosto de 2026

O CRUZEIRO

Na Rechã de Sanoane o tempo para, Onde a terra toca o céu cinzento, Uma planície altiva, firme e clara, Moldada pelo Sol e pelo vento. No silêncio que ecoa na montanha, Ergue-se o Cruzeiro, feito em pedra, Uma fé antiga, simples mas tamanha, Que na alma deste povo sempre medra. Sentinela de braços bem abertos, Guia quem passa, protege a jorrada, Ilumina os caminhos mais incertos, De quem faz da serra a sua estrada. Rechã de xisto, pastos e memória, Onde o granito guarda o seu altar, O Cruzeiro escreve a vossa história, Sob o olhar eterno deste lugar.

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