segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Jorge de Jesus versus Cristiano Ronaldo. Assassinato moral na praça pública!

Jorge Jesus morde e assopra Não esperava um murro na mesa. Nunca acreditei no fechamento total de portas, muito menos no assassinato moral em praça pública de Cristiano Ronaldo por parte de Jorge Jesus. Também não esperava, de todo, ouvir de um treinador com tamanha personalidade — e ego de sobra — que é um jogador, seja ele quem for, a decidir se vai ou não ser chamado à seleção. Num espaço de (novamente) 30 minutos, Jesus reforçou a sua autoridade, chutou para o canto qualquer pedido de desculpa, mas se colocou como refém de Ronaldo. Contradição pura. Reconheço que o tema é bastante complexo. Altamente espinhoso. Sentado, no ar condicionado, é muito fácil encontrar soluções e definir o melhor caminho. Dito isso, um discurso de subserviência é inaceitável. JJ estendeu a passadeira vermelha para o capitão que abandonou o navio. "Esqueceu" que lá atrás disse categoricamente, e bem, que há estatutos diferentes, mas que as regras são as mesmas para todos. Pedro Proença foi mais longe. O presidente fingiu que nada aconteceu e usou praticamente todos os adjetivos possíveis dentro da língua portuguesa para prestar vénia ao jogador. Por fim, saiu a correr. Fugiu. Surpreendeu um total de zero pessoas. Custava apenas deixar as portas abertas para uma eventual conversa de reaproximação e esperar pelas palavras do próprio Cristiano Ronaldo? A jogada de antecipação acabou por ser a confirmação de mais um engolir de sapos. Na minha vida, pela primeira vez, asisto à novela "Jorge de jesus morde e assopra"

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