segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Bucos - A Figueira Centenária de Eira

A Figueira de Eira (poema)** Na casa antiga de Sanhoane de Riba ergue-se a figueira centenária, altiva, de copa larga, frondosa como sombra de agosto, guardando memórias no silêncio do seu rosto. Os seus figos brancos, doces de verão, caem como bênçãos abertas à mão. Figos para todos — ninguém fica sem provar: o povo, a cria, quem chega e quem vai passar. As vacas aproximam-se lentas, ruminando prazer, as ovelhas farejam o fruto antes mesmo de o ver. As galinhas ciscam, disputando cada migalha, e até a raposa, na calada, vem fazer sua batalha. O ouriço enrola o corpo, mas estende o desejo, e do tronco antigo desce o lagarto num lampejo. O melro canta primeiro, o estorninho vem depois, o pardal faz pirraça — são donos antes de nós. Porque os primeiros figos, sabe a gente, são dos pássaros, guardiães eternos da semente. E a figueira aceita, generosa, o ritual, como quem entende o ciclo natural. Assim vive, ano após ano, a figueira de eira, mãe de frutos, sombra verdadeira. Na Casa de Sanhoane, ninguém esquece o que ela dá: vida, memória, e um céu de figos a brilhar.

domingo, 23 de novembro de 2025

Romance Popular Minhoto – O Custódio da Casa da Pereira

Romance Popular Minhoto – O Custódio da Casa da Pereira Ouvi contar aos velhos de Bucos, lá no sopé da Cabreira, que nasceu um menino frágil na antiga Casa da Pereira. Diziam que era mês de maio, quando o sol já desponta cedo, mas que o tempo andava inquieto e o coração da mãe — cheio de medo. Era filho de doze irmãos, e o destino, duro, não perdoava; um a um partiam cedo, e só a fé consolava. Por isso, conta o romance, que a mãe Maria, em desespero, levou o filho ainda no ventre até à Ponte da Pereira, primeiro. Ali, com água do Peio, e reza firme do padre do lugar, foi Custódio abençoado, como quem nasce antes de nascer, para a vida poder enfrentar. Cresceu menino de terra e mato, de sopros frios e verões quentes. Aprendeu cedo a ouvir o vento e os segredos que traz às gentes. Na escola pequena da aldeia, com o professor Paulo Casalta a ensinar, o rapaz mostrou brilho nos olhos e talento pronto a brotar. “É cabeça viva, este Custódio”, dizia o mestre com satisfação. “Quando pega num livro, parece que pega no mundo com a mão.” Mas no Minho a vida chama cedo, e não se foge ao que se é. A terra fala, o gado espera, e o destino cumpre-se em pé. E assim, feito moço de força, Custódio desceu para o campo trabalhar: a lavrar a terra escura, a semear o pão do lar, a criar gado barrosão, orgulho velho de Bucos e do lugar. Quem o via com os animais dizia que tinha jeito nato, que sabia ler as manhas do touro como quem lê destino no trato. O romance segue em frente, como os dias que levam a vida, e fala de Ana de Urjais, mulher terna, alma tranquila. Foi com ela que ele casou, num domingo claro, ao toque do sino, e voltaram juntos para a Pereira onde começou o seu destino. Da união de ambos brotaram seis filhos, qual colheita forte: Mara, a primeira flor; Manuel, de olhar decidido; Albano, ponderado José, valente e destemido; Fernando,sensato ; e Alda, o laço bendito que fecha o círculo da sorte. Diz o romance que à noite, quando o lume baixava de tom, Custódio ficava calado, mas o silêncio era bom. Era silêncio de quem viveu, de quem lutou, de quem amou, de quem sabe que a terra fica e o homem passa… mas deixou. E assim, passaram-se décadas, entre chuvas, neves, colheitas e pão, e hoje quem por Bucos caminha ainda sente a sua mão. Num muro bem levantado, num campo de verde inteiro, no eco do barrosão ao longe, no nome da Casa da Pereira. Por isso o romance não morre, nem deixa Custódio morrer. Enquanto houver quem o lembre, ele volta a acontecer. E o povo que sabe cantar, diz sempre com voz certeira: “Homem bom fica na terra como raiz verdadeira.”

Bucos - Biografia Familiar de Custódio Henriques Braz

Biografia Familiar de Custódio Henriques Braz (Nasceu em maio de 1920 – faleceu em agosto de 1980) Casa da Pereira, Bucos Custódio Braz nasceu em maio de 1920 na histórica Casa da Pereira, em Bucos, uma das casas antigas da aldeia, ligada às tradições agrícolas e ao quotidiano simples da vida de montanha. Filho de Maria Henriques Basto(s) e Manuel Braz Junior de uma família numerosa, Custódio cresceu num contexto típico das gentes do Minho, onde o trabalho duro, a solidariedade entre vizinhos e a fé marcavam o ritmo das estações. Era um de doze irmãos, num tempo em que a sobrevivência infantil era incerta. Muitos dos seus irmãos faleceram ainda em tenra idade, deixando um peso silencioso sobre a família. Por isso, quando Maria se encontrava grávida de Custódio, temendo-se o pior, o bebé foi batizado ainda na barriga da mãe, num gesto de devoção e proteção realizado junto à simbólica Ponte da Pereira. Esse momento marcará para sempre a sua história familiar, tornando-se um episódio repetido com orgulho e emoção entre gerações. Os primeiros anos de Custódio decorreram entre os campos, o gado e a paisagem agreste de Bucos. Frequentou a escola primária da aldeia, onde teve como professor Paulo Casalta, figura respeitada na comunidade. Desde cedo demonstrou ser um aluno brilhante, atento, curioso e dedicado, qualidades que refletiam o seu espírito trabalhador e a vontade de aprender, mesmo quando a vida no campo exigia tanto das crianças. Com o passar dos anos, Custódio seguiu o caminho natural das gentes rurais: tornou-se agricultor e criador de gado barrosão, raça emblemática da região. O seu conhecimento da terra era profundo; sabia ler os sinais do tempo, cuidar das pastagens e tratar dos animais com uma sabedoria transmitida de geração em geração. Reconhecido pela sua honestidade e pelo caráter firme, era um homem de muitas histórias e de grande presença. Casou com Ana de Oliveira Urjais, formando com ela um lar sereno e trabalhador na própria Casa da Pereira, preservando assim a continuidade familiar. Juntos criaram seis filhos: Maria, Manuel, Albano, José, Fernando e Alda, a quem transmitiram valores sólidos — respeito, trabalho, fraternidade e ligação à terra. A vida de Custódio Braz confunde-se com a história de Bucos no século XX. Através do seu percurso, revelam-se as dificuldades e as alegrias da vida rural minhota, o peso das tradições, a importância da família e o apego às raízes que caracterizam tantas gerações. O seu legado permanece vivo não apenas na memória dos filhos e descendentes, mas também na identidade da própria Casa da Pereira e no património humano da freguesia. Homem simples, mas profundamente íntegro, Custódio Braz representa um modo de vida que moldou a região: o do trabalhador incansável, do pai dedicado e do guardião silencioso de uma cultura que resistiu ao tempo. A sua biografia é, por isso, mais do que a história de um homem — é a história de uma família, de uma casa e de uma comunidade inteira. Biografia Familiar de Custódio Henriques Braz(Nasceu em maio de 1920 – faleceu em agosto de 1980) Casa da Pereira, BucosCustódio Braz nasceu em maio de 1920 na histórica Casa da Pereira, em Bucos, uma das casas antigas da aldeia, ligada às tradições agrícolas e ao quotidiano simples da vida de montanha. Filho de Maria Henriques Basto(s) e Manuel Braz Junior de uma família numerosa, Custódio cresceu num contexto típico das gentes do Minho, onde o trabalho duro, a solidariedade entre vizinhos e a fé marcavam o ritmo das estações.Era um de doze irmãos, num tempo em que a sobrevivência infantil era incerta. Muitos dos seus irmãos faleceram ainda em tenra idade, deixando um peso silencioso sobre a família. Por isso, quando Maria se encontrava grávida de Custódio, temendo-se o pior, o bebé foi batizado ainda na barriga da mãe, num gesto de devoção e proteção realizado junto à simbólica Ponte da Pereira. Esse momento marcará para sempre a sua história familiar, tornando-se um episódio repetido com orgulho e emoção entre gerações.Os primeiros anos de Custódio decorreram entre os campos, o gado e a paisagem agreste de Bucos. Frequentou a escola primária da aldeia, onde teve como professor Paulo Casalta, figura respeitada na comunidade. Desde cedo demonstrou ser um aluno brilhante, atento, curioso e dedicado, qualidades que refletiam o seu espírito trabalhador e a vontade de aprender, mesmo quando a vida no campo exigia tanto das crianças.Com o passar dos anos, Custódio seguiu o caminho natural das gentes rurais: tornou-se agricultor e criador de gado barrosão, raça emblemática da região. O seu conhecimento da terra era profundo; sabia ler os sinais do tempo, cuidar das pastagens e tratar dos animais com uma sabedoria transmitida de geração em geração. Reconhecido pela sua honestidade e pelo caráter firme, era um homem de muitas histórias e de grande presença.Casou com Ana de Oliveira Urjais, formando com ela um lar sereno e trabalhador na própria Casa da Pereira, preservando assim a continuidade familiar. Juntos criaram seis filhos:Maria, Manuel, Albano, José, Fernando e Alda, a quem transmitiram valores sólidos — respeito, trabalho, fraternidade e ligação à terra.A vida de Custódio Braz confunde-se com a história de Bucos no século XX. Através do seu percurso, revelam-se as dificuldades e as alegrias da vida rural minhota, o peso das tradições, a importância da família e o apego às raízes que caracterizam tantas gerações. O seu legado permanece vivo não apenas na memória dos filhos e descendentes, mas também na identidade da própria Casa da Pereira e no património humano da freguesia.Homem simples, mas profundamente íntegro, Custódio Braz representa um modo de vida que moldou a região: o do trabalhador incansável, do pai dedicado e do guardião silencioso de uma cultura que resistiu ao tempo. A sua biografia é, por isso, mais do que a história de um homem — é a história de uma família, de uma casa e de uma comunidade inteira.

A História da Igreja de São João Batista de Bucos

A História da Igreja de São João Batista de Bucos Nos tempos antigos, quando Bucos ainda era apenas um pequeno casario aninhado entre montes, rios e caminhos de gado, existia na aldeia uma modesta capela pertencente à Casa de Sanhoane. Era uma capelinha simples, de chão frio em pedra granítica, onde ecoavam passos, rezas e memórias de séculos. ✨ Nessa época longínqua, Bucos não possuía ainda paróquia própria — pertencia à freguesia de São Nicolau. Assim, o pároco de S. Nicolau, depois das longas jornadas pelos montes da Cabreira, vinha celebrar missa à capela da Casa de Sanhoane, levando consigo a fé e a união da comunidade. Era ali que o povo se juntava para pedir proteção, agradecer colheitas e celebrar as suas devoções. A Transformação da Capela em Igreja Por volta de 1775, a capela já pequena para o fervor da aldeia começou a crescer. Fez-se o aumento, ergueram-se novas paredes e ampliou-se o espaço sagrado. A antiga capela tornou-se então numa autêntica igreja, passando a ser conhecida como Igreja de São João Batista de Bucos — o santo protetor que desde então guarda o vale e o seu povo. 🙏🕊️ No interior surgiram quatro altares laterais, ladeando o altar-mor herdado da capela primitiva, como que abraçando a tradição que ali sempre existira. Dois tempos num só templo A igreja ficou dividida em duas partes distintas, mas harmoniosas: A parte antiga, correspondente à antiga capela, manteve o seu chão em pedra granítica, testemunha silenciosa das primeiras orações. A parte nova, construída com elegância e devoção, recebeu uma curiosa abóbada de madeira em forma redonda, artisticamente decorada com a imagem de São João Batista ao centro, rodeado de traços pintados em folhas douradas que cintilam quando a luz entra ao fim da tarde ✨. Também o chão desta área nova ficou dividido: a continuação da pedra antiga e, além dela, o novo soalho de madeira, quente e acolhedor, onde os fiéis se ajoelham ao longo das gerações. O Coro e o Púlpito Lá fora, junto à fachada, ergueram-se escadas exteriores que dão acesso ao coro alto, construído em madeira, donde em tempos ecoavam cânticos e vozes que preenchiam a nave inteira. Do coro vê-se o púlpito-oratório, colocado ao centro da igreja, lugar onde tantos sermões foram proclamados, tantas palavras de consolo foram dadas e tanta sabedoria pousou no coração do povo. 🎶📜 Assim nasceu e cresceu a Igreja de São João Batista de Bucos — não apenas um templo, mas um livro vivo, feito de pedra, fé e história, onde cada altar, cada prancha de madeira e cada degrau contam séculos de devoção, de família e de identidade da aldeia

terça-feira, 18 de novembro de 2025

História da Casa de Sanhoane de Riba

Uma História, uma Casa e uma Família Há casas que não são apenas paredes. São raízes abertas na terra, ancoradas no tempo, erguidas pelo labor e pela memória de quem ali viveu. A Casa de Sanhoane é uma dessas casas — não apenas pedra sobre pedra, mas um livro antigo, escrito por gerações que passaram, deixaram marcas, e seguiram adiante para que outros pudessem continuar. Dizem as memórias paroquiais que tudo começa, ou pelo menos começa a ser lembrado, com o casamento de Simão Delgado e Margarida Francisca, em 18 de junho de 1677. Ela surge descrita como “da Casa de Sanhoane”, como se a casa fosse parte do seu nome, da sua identidade, da sua própria pele. A casa já existia antes deles — talvez mais modesta, talvez mais rústica — mas é com esta união que ela entra na história escrita, que se fixa nos livros, que ganha rosto. Simão morre em 1710 — e ali as escrituras silenciam o nome da casa. Mas não o apagam. No mesmo ano aparece António Delgado, “da Casa de Sanhoane”, a continuar a linhagem, como se a casa fosse um fôlego que passava de geração para geração, sempre vivo, sempre presente. Por fora, a casa mantinha-se humilde e firme: pedra granítica, eira ampla que refletia o sol das colheitas, alpendre que acolhia conversas e descanso, e a escadaria de vinte degraus que levava ao andar superior, onde as janelas observavam o mundo com a mesma paciência de quem espera que o tempo conte a sua história. À frente, um cruzeiro, como tantos na serra, marcava a entrada — talvez um sinal de proteção, talvez um testemunho de fé, talvez apenas um ponto de encontro entre vivos e mortos, passado e futuro. A sala, virada para a eira, era o coração da casa: era ali que se partilhava o pão, as histórias, as dificuldades e as alegrias. Ali se discutiam casamentos, colheitas, invernos rigorosos, e as idas e vindas de quem procurava trabalho longe. Nos quartos, duas janelas deixavam entrar o frio da serra e a claridade dos dias. Do hall, outra janela vigiava discretamente o alvorecer sobre Bucos. Geração após geração, muitos passaram por aqueles degraus. Uns ficaram, outros partiram. Mas todos levaram consigo um pedaço da casa, e todos deixaram nela um pedaço de si. Hoje, a Casa de Sanhoane continua — não apenas na pedra, mas na memória familiar, no orgulho de quem sabe de onde veio, e no esforço de preservar o que sempre foi mais do que património: foi e é identidade.

Poema – Custódio Braz, Filho da Ponte e da Pereira

Poema – Custódio Braz, Filho da Ponte e da Pereira No coração de Bucos, onde o vento se deita sobre a Serra da Cabreira como manto antigo, nasceu Custódio Braz — menino de maio, semente lançada ao mundo com cuidado e perigo. A Casa da Pereira, firme entre pedras e séculos, guardou o seu primeiro respirar, como quem vela um tesouro frágil no silêncio do lar. Era de uma família de doze, doze ecos na memória da mãe Maria, mas o tempo, duro como geada de inverno, levava seus irmãos antes do romper do dia. Por isso, com temor e esperança, ali mesmo à beira do rio, junto à Ponte da Pereira, onde o Peio murmura antigo frio, foi dado o seu batismo ainda por nascer, como quem pede aos céus: “Deixai este filho viver.” E viveu. E cresceu como crescem as árvores que desafiam o vento, com raízes firmes no chão e o olhar posto no firmamento. Na escola de Bucos, de paredes simples e brancas, teve por mestre Paulo Casalta, atento e profundo. Ali, entre ardósia e cadernos gastos, Custódio mostrou ao mundo que a inteligência também floresce onde há campo e solidão, que a sabedoria dos humildes tem a força de um trovão. Foi aluno brilhante, desses que guardam silêncio mas falam pela vontade e pelo gesto. Entre letras, contas e sonhos de menino, o futuro começava a tomar-lhe o peito e o resto. Mas a terra chamava, a terra sempre chama os seus. E Custódio ouviu essa voz antiga que vem do trabalho e dos céus. Tornou-se homem dos campos, arador de horizontes, guardião de gado barrosão que ecoava—forte—pelos montes. Cada amanhecer era compromisso, cada tarde era dever. Lavrar, plantar, criar, sustentar: era essa a sua forma de viver. Havia dignidade no seu passo, havia verdade no seu olhar. Custódio Braz era desses homens que não precisam de se mostrar: bastava vê-lo trabalhar. O destino trouxe-lhe Ana, mulher de Urjais, doce e determinada, e juntos ergueram um lar tranquilo na mesma casa onde começou a jornada. Daquela união brotaram seis filhos — seis luzes que o tempo não apaga: Maria, a primeira voz a historiadora; Manuel, o caminhar firme da diplomacia; Albano, a sensatez da segurança José, o médico; Fernando, o professor e agricultor; e Alda, a engenheira, derradeira brisa que no coração se embala. Na Casa da Pereira, cada riso, cada choro, cada refeição partilhada, era memória plantada no granito das paredes e no lume que ardia na lareira encantada. Custódio era homem de muitas histórias, de palavra e belos gestos. Sabia escutar o silêncio da terra, sentir o peso do tempo honesto. Na face marcada pelo sol, via-se a história de quem conhece a vida rude dos montes e, ainda assim, agradece. Hoje, quem atravessa Bucos e olha em redor encontra rastos do seu labor: num campo bem tratado, num muro de pedra alinhado, no mugir distante do barrosão, no caminho batido ao coração. Custódio Braz vive ainda ali, entre memórias que não se desvanecem. Vive nas mãos daqueles que dele descendem, no orgulho que erguem, nas histórias que tecem. E quando o vento passa pela Ponte da Pereira, há quem jure ouvir a vida inteira a ecoar no murmúrio do rio — como se a bênção daquele batismo primeiro ainda guardasse o menino frágil e o homem inteiro. Assim se conta a história de quem viveu sem ostentação, mas deixou um legado tão profundo que ainda hoje habita o chão. Custódio Braz — um nome simples, uma vida grande, um homem que fez da terra um poema, e da família, o seu estandarte.